MELHOR IDADE

Uma questão de opção

No século passado, vivenciamos uma galopante evolução científica que representou uma inquestionável importância para as áreas médicas, posto que trouxe, como conseqüência final, a melhoria do bem-estar da humanidade.

O aumento da longevidade humana, sobretudo nas últimas quatro décadas, está intimamente relacionado com os avanços científicos, bem como com a velocidade com que chegam as informações, fundamentais para uma conscientização mais eficaz e otimizada.

Nos últimos trinta anos, concomitantemente com o referido avanço, também ocorreu uma expressiva valorização de formas terapêuticas baseadas em métodos/princípios cem por cento naturais. A Homeopatia, a Fitoterapia e a Medicina Ortomolecular exemplificam algumas destas.

Tais métodos são baseados em critérios científicos bem fundamentados e rigorosamente pesquisados, mesmo que utilizando abordagens filosóficas diferentes das que entendemos como “medicina oficial”. Ressaltamos que  a Homeopatia, sobretudo, apresenta tal característica.

É notório que as medicinas ditas “alternativas” são crivadas de críticas, mas devemos perceber que estas críticas são, na maioria das vezes, oriundas de correntes que desconhecem completamente os já citados princípios filosóficos e rigor científico utilizado.

Os tratamentos alternativos constituem excelentes formas terapêuticas, sobretudo pelas suas abordagens naturais e com baixa toxicidade. Em se tratando da Homeopatia, estas taxas chegam a zero.

A todo momento, a corrente científica oficial, sempre criteriosa e muito rigorosa em seus métodos, se depara com problemas, como aconteceu recentemente com uma droga largamente utilizada nos últimos seis anos, o antiinflamatório Rofecoxib (VIOXX), que apresentou efeitos colaterais que praticamente inviabilizaram a sua utilização. Não devemos esquecer, para enfatizar melhor, a questão da Talidomida na década de 50.

Não devemos ser radicais. A posição mais coerente é procurar a melhor terapêutica para cada situação. É inadmissível um paciente acometido de enfarte ou derrame não ser encaminhado para um CTI, é inadmissível não utilizar em um paciente com câncer ou AIDS o tratamento específico. Porém, até mesmo nestes casos extremos, as medicinas naturais trazem, como coadjuvantes, excelentes contribuições.

A Homeopatia, a Fitoterapia e a Medicina Ortomolecular, sempre respaldadas por preceitos científicos, só podem ser prescritas por médicos que estejam habilitados a utilizar as técnicas adequadas relativas a estas terapêuticas.

Dr. Gilcênio Pinto de Araújo Filho é médico, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Clínica Médica e Homeopatia, com pós-graduação em Clínica Geriátrica e Medicina Ortomolecular. Exerce suas atividades na cidade do Rio de Janeiro.

Autor do livro Preparação para a Terceira Idade, sua segunda obra Garimpeiros - Dez Olhares para a Terceira Idade a  partir de dez personagens centrais, discute problemas atuais como a solidão, o abandono, a depressão, as doenças.

Tel.: (21)  2234 3160

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