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Como adotar hábitos saudáveis e não desistir?

Caso o leitor imagine que encontrará neste texto o passo a passo de como colocar em prática um modelo de vida saudável, sugiro, de antemão, a só prosseguir a leitura caso realmente deseje mudar. Por quê? Lamentavelmente, ainda não existe na literatura um modelo universal que seja passível de adoção por qualquer pessoa. Óbvio? Não é! Muita gente ainda acredita que basta repetir o que o fulano fez e deu certo que dará para ele também. Mas, se você está fora desse grupo, é uma pessoa consciente e ainda assim não obteve sucesso nas tentativas que fez, seja por não ter conseguido sustentar a transição ou alcançado as metas estabelecidas, tendo a acreditar que eu possa instigar algumas reflexões e levá-lo a entender os resultados.

Quem sabe, ao final, você não retoma o projeto?! Vamos tentar?

No dia-a-dia é bastante comum ouvir de diferentes pessoas que gostariam de adotar algum tipo de hábito “saudável” em suas vidas, mas, antes até de dizerem o que poderiam fazer de diferente, elas encerram a fala com uma explicação do porque isso não acontece. Diversas “desculpas” são formuladas e carregadas nos bolsos, prontas para serem sacadas nos momentos em que o assunto estiver em pauta.

Do rol de desculpas mais comuns, pensei em três tipos de grupos em que consigo encaixar a maioria delas. Seriam: não tem tempo e dinheiro; não gosta de atividade física; não abre mão de coisas que lhe dão prazer.

Antes de prosseguir, quero apenas enfatizar que optar por uma vida saudável não significa ser um radical. As pessoas tendem a achar isso e reagem, instantaneamente, pressupondo que nunca mais poderão, por exemplo, comerem pizza no domingo à noite, saborearem uma sobremesa ou mesmo saírem com os amigos para um chopp na sexta-feira depois do trabalho.

Bem, retomemos aos grupos das “desculpas”. Provavelmente, você já se permitiu pensar em algumas possibilidades. Vamos à desculpa que está sempre do topo do ranking: não tenho $$ para investir numa academia. Ah, se o problema do indivíduo é não poder disponibilizar dinheiro para pagar uma academia, por que ele não pratica exercícios ao ar livre? Fácil essa, hein?! Mas, e quando existem “n” desculpas e são facilmente distribuídas nos três grupos, o que fazer? Ou melhor, o que ele pode fazer?

Para que ele consiga fazer algo, faz-se necessário: querer a mudança e estabelecer o planejamento da mudança.

Cada pessoa tem um esquema preestabelecido de crenças e hábitos e reage de acordo com a percepção e a interpretação daquilo. Por isso, é natural pensar que não conseguirá mudar ou que não precisa mudar. 

Então, costumo dizer: parta para a ação somente quando tiver certeza do que pensa e deseja.

Se a pessoa precisa sempre de um marco para começar a dieta ou a academia, pode ser que ainda não esteja pronta para mudar de verdade.

Mas, se o “clique” aconteceu para você, a palavra de ordem é “planejamento”. Tenha clareza sobre os seus objetivos (o que lhe move), nunca siga um caminho com muita insistência sem saber o que de fato o leva para ele. Certamente, desistirá no primeiro obstáculo.

Uma vez decidido pela mudança e os objetivos estabelecidos, torna-se mais fácil administrar os possíveis obstáculos que surgirão ao longo deste percurso. Talvez, muitos estarão ligados às desculpas já conhecidas ou serão as próprias. Fique atento!

Outra regra importante é ser realista. Estabeleça metas atingíveis a partir das condições que lhe forem oferecidas. Propostas radicais tendem a não funcionar e resultam em frustração. Por exemplo: se tiver que acordar às 5 h todos os dias para caminhar é provável que não consiga manter o hábito.

De tempos em tempos, revise os seus objetivos e metas, avalie-se. Manter a motivação é indispensável.

Ninguém está livre de no meio do caminho acontecerem recaídas e isso é natural. Cabeça! Acontece! Você não é super-herói. Não desanime, nem desista. Normalmente, pequenos deslizes fortalecem.

Esforce-se diariamente, reconheça os benefícios da mudança para não ficar na zona de conforto. Lembre-se que o resultado da sua meta depende do esforço e da dedicação empreendidos.
E, por último, não sofra. A mudança tem de ser prazerosa. Não copie o planejamento alheio. Busque uma atividade que lhe proporcione satisfação. Não é porque o fulano corre 5 vezes por semana e emagreceu 15 quilos que isso será bom para você e trará os mesmos resultados. Não se engane.
E aí, pronto para estruturar o seu próprio projeto de mudança?

Eliana Cunha, 35 anos
Pedagoga e Psicóloga por formação, especialista em Business Process num renomado Instituto de Pesquisa e Consultora na área de Gestão. Maratonista por opção e apaixonada por alimentação saudável. Concilia a rotina no trabalho com os seus treinos diários. Tem como filosofia de vida orientar e apoiar todos que aspiram por uma vida mais equilibrada.

Face: http://www.facebook.com/elianacunha

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