VETERINÁRIA

Terapia floral para animais

Maica e África, duas cadelas da raça cocker spaniel, viviam se atracando. A casa era grande e tinha que ser dividida. Uma “morava” na cozinha, área dos fundos e quintal; a outra na sala, varanda e jardim. Não podiam ficar juntas, não podiam se ver, apenas se percebiam através dos sons e do olfato. Caso se entreolhassem, rosnavam. Na hora da comida a situa-ção ficava pior, uma sempre tentava escapar e ir comer a comida da outra e quando isso acontecia sobrava mordida pra todos os lados.

Os donos das cadelas, um jovem casal, estavam extremamente angustiados com essa situação. Eles amavam as duas e queriam que elas fossem unidas. Telefonaram-me marcando uma consulta na casa deles.

Nos casos de distúrbios de comportamento a consulta a domicílio é especialmente importante porque o veterinário vê o animal no seu ambiente doméstico, com seus hábitos e suas manias. Numa clínica os animais costumam ficar diferentes, medrosos e inquietos.

Assim que cheguei solicitei a presença das duas juntas, mas isso não era possível. Primeiro veio uma, olhei e examinei, depois ela foi embora e veio a outra. E então vieram as perguntas (porque homeopata quer saber tudo): o que comem, se dormem bem, se latem a noite toda, se têm alguma mania esquisita, etc., etc.. . Depois de muitas perguntas o perfil de cada uma estava traçado.

Maica era a mãe da África. Ambas eram ciumentas, mas a Maica era muito mais. Quando provocada ficava descontroladamente agressiva e mordia a filha até ferir. África era a  “dona da cozinha”, não deixava a outra entrar de jeito nenhum. Provocante e dominadora, só ficava agressiva quando estava com fome. Resolvi medicá-las com florais. Naquela época (1995) eu usava apenas os de Bach e os Californianos.

A dona das duas era uma médica homeopata unicista e não acreditava em florais. Ela queria que eu receitasse para as cadelas apenas medicamentos homeopáticos. Propus uma tentativa e assegurei-lhe que nas questões emocionais os florais são mais específicos do que os medicamentos homeopáticos, embora dentro da homeopatia exista uma gama imensa de medicamentos que atuam na esfera emocional. Ela aceitou, depois de muita argumentação, e assim foram feitas duas fórmulas de florais: para Maica florais para ciúme, agressividade, hábito de morder e equilíbrio mental e para África florais para ciúme, autoritarismo, irritabilidade e medo (ela provocava e depois ficava apavorada porque sabia que iria ficar toda mordida).

Com um mês de tratamento ambas estavam mais calmas. As brigas eram menos freqüentes e menos intensas, Maica já não feria quando mordia e ambas latiam bem menos. A casa toda estava mais tranqüila.

No final do segundo mês de tratamento foi feita uma nova consulta. As duas já podiam ficar juntas, inclusive nos horários das refeições. Não havia mais brigas, mas ainda se rosnavam de vez em quando. Os donos não estavam totalmente tranqüilos com o resultado, embora estivessem muito mais aliviados, então fiz pequenas modificações nas fórmulas das duas, acrescentado floral para a intolerância. No terceiro mês de tratamento a dona me telefonou dando notícias. Elas estavam dormindo juntas debaixo da mesa da cozinha (fato que antes jamais havia acontecido) e a África estava bem mais carinhosa, inclusive com os donos.

Após todo esse episódio a dona das cadelas fez vários cursos de florais, um depois do outro, e passou a receitar florais para os seus pacientes. Maica e África pareciam ter a missão de levar os florais até sua dona. E esta é realmente a melhor maneira de se constatar a eficácia da Terapia Floral.

Os animais não fingem e não são sugestionáveis, eles demonstram o que sentem de verdade. A dona das cadelas precisava dessa constatação e o resultado foi uma prova real da ação curadora dos florais. Os florais equilibram e harmonizam as emoções trazendo melhor qualidade de vida, tanto para os que tomam os florais como para os que convivem com eles.

Dra. Deise Freitas
Médica Veterinária
Tel: (21) 98816-8168 / (21) 98417-7480

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